• José Anchieta Dantas

Reflexões 1: Meditações Diversas

Atualizado: Jan 6

Quando eu era estudante de Economia, o livro texto adotado na época era do economista norte americano Paul Samuelson. Ensinou aos alunos da metade do século XX. Como professor de Teoria Econômica também o indiquei. Na edição então existente, logo no início, tem uma parte com o título “Tirania das Palavras”. É importante refletirmos sobre o tema. O autor cita o seguinte exemplo : se disser para uma pessoa você roubou, provoca um efeito emocional violento nesse indivíduo. Mas se você falar “subtraiu”, o impacto será muito menor. Lição transmitida: vamos ter o cuidado de selecionar as palavras nas críticas, reclamações e advertências.


Podemos usar termos que não pareçam censuras, mas lembretes ou aconselhamento de outra forma de se comportar ou agir em substituição a atos incorretos ou impraticáveis. Assim talvez consigamos um amigo ao invés de inimigo. Aliás, em Provérbios 16,24, Livro do Antigo Testamento, lemos : “As palavras suaves são um favo de mel, doçura para a alma e tônico para o corpo”( em outras edições da Bíblia encontramos esse provérbio com outras palavras, dependendo do tradutor, mas com o mesmo significado).



Pessimismo e Otimismo


Li há muito tempo, não me recordo quando, nem do autor, o seguinte : um pessimista viu um copo com água até a metade e disse- ainda falta a metade de. Um otimista vendo o mesmo copo afirmou – só falta a metade.


Vejamos a impressão negativa transmitida pelo pessimista com a palavra “ainda” e a positiva com o vocábulo “só”. “Ainda” está a indicar situação ruim, pessimismo.“ Só “ , otimismo, ânimo, incentivo e esperança . Isso para descrever a mesma cena – um copo com a metade de água. Lição : devemos também escolher palavras as mais otimistas possíveis para consolo daqueles que estão passando por momentos difíceis e estímulo para alguém alcançar objetivos e realizar desejos. Assim, podemos ser uma companhia agradável e conquistar amigos.

Aqui vale o mesmo ensinamento de Provérbios citado anteriormente. Aliás, a leitura dos livros bíblicos nos ajuda a escolher palavras de otimismo e esperança. A Bíblia é o melhor livro de autoajuda que existe.


Mundo Conturbado


O surrealismo foi um movimento artístico que se refletiu na literatura, escultura e pintura, ou seja, em todas as artes. Surgiu em Paris, na década de 1920. Período de incertezas e de incredulidade, entre as duas grandes guerras mundiais, quanto a uma paz sustentável , nos então denominados “ anos loucos” na Europa ( 1918 –1939 ). Dos seus preceitos destacamos três: 1) pensamento livre. 2) expressões espontâneas e 3) criação de cenas irreais.


A liberdade, a espontaneidade e cenas imaginárias aí expostas levam a arte ao livre arbítrio e a inventividade do artista.


Esses propósitos se estenderam aos diversos campos do pensamento, e infelizmente também aa libertinagem, sob a égide do direito de livre expressão.


Isso tudo gera uma gama de conflitos de interesses. Na organização social e política: temos o capitalismo, democracia ditaduras e as mais diversas crenças religiosas, governantes praticando atos impróprios como se lá estivessem com liberdade ilimitada.


Na defesa dos inúmeros interesses daí decorrentes surgem guerras, revoluções, desentendimentos, sublevações sociais, repressões com prisões, torturas e penas de morte.


Continuamos assim vivendo uma época de incertezas e insegurança: desastres da natureza, ameaças de guerra com armas de destruição em massa cada vez mais poderosas, inclusive com a pior delas – nucleares. É um cenário mais grave do que o da época do aparecimento do Surrealismo e de todas as outras situações anteriores.

Estamos caminhando para onde? Surgirá uma nova ordem para tornar o mundo mais humano e mais governável ? Mesmo que cada indivíduo tolere e respeite as diferenças, as diversidades de ideias e de tendências dos outros, o mesmo ambiente confuso e diversificado continuaria.


Não acredito em solução humana. A não ser que cada pessoa, por si e não por imposições, passasse a aceitar, incondicionalmente, a fé em Deus e todas as nações do mundo adotassem como suas Constituições os 10 Mandamentos da Lei de Deus. Mas essa fé não pode nem deve ser imposta. É uma dádiva, um dom adquirido mediante a procura individual de Deus. Sonho irrealizável?


Porque Acreditar em Deus


Se olharmos ao nosso redor, vemos pessoas, as mais diferentes possíveis, cada com suas características, preocupações e habilidades as mais diversas ; vemos animais, árvores e vegetações de muitas espécies; se além um horizonte até onde nossa vista alcança; para acima, o sol durante o dia, desaparecendo, dando lugar à noite, quando vislumbramos, incontáveis estrelas aglomeradas em inúmeras galáxias. Enfim, sentimos a existência.


Quem a criou? Um ser humano? Impossível, pois se ele é também resultado dessa criação? Se o ser humano tivesse todo esse poder, não morreria. Da mesma forma se tudo que existe criou a si mesmo, não pereceria.


Diante disso, só nos resta uma explicação: um Ser superior, incomensuravelmente superior, como autor dessa obra admirável: Deus. Será necessário vermos e toca-lo para Nele crer?


Conforme São Tomás de Aquino escreve “ Conhecemos Deus pelos seus efeitos, pela sua obra, a criação, a Natureza“ ( São Tomás de Aquino e o Aristotelismo Cristão- Capítulo C – As cinco vias da prova da existência de Deus - 5a. Via ou argumento teleológico, autor Danilo Marcondes ).Foi o que descrevemos aqui para justificar a crença em Deus. O vento nós não o vemos, mas sabemos que existe porque o sentimos em nosso corpo e vemos os seus efeitos: a força propulsora que exerce.


O Material e o Espiritual


Tudo que percebemos tem um oposto, um contrário. Em nossos relacionamentos temos os conhecidos e desconhecidos; na natureza o dia e a noite, inverno e verão, frio e calor; na ciência física a ação e reação de forças. Por exemplo, se colocarmos qualquer objeto sobre a mesa ele não cai porque a mesa exerce uma força contrária aa da gravidade ( terceira lei de Newton ); na matemática a escala dos números positivos e a dos negativos; no nosso paladar o doce e o amargo e no mundo o bem e o mal etc. Diante da existência dos contrastes, por que não acreditarmos no oposto ao material: o imaterial ou espiritual ? Por que não acreditarmos no eterno em contraposição ao temporal ?


Assim por que não acreditarmos que teremos uma vida eterna após a morte do corpo, na ressurreição que é o contrário da nossa vida terrena temporal, conforme nos promete Jesus Cristo nos Santos Evangelhos, desde que cumpramos os dez mandamentos da Lei de Deus ?


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