• José Anchieta Dantas

Reflexões II: a eternidade

Atualizado: Jan 17

A eternidade pode ser definida como sendo, conforme o Pequeno Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, uma duração sem princípio nem fim. Nós temos uma contagem de tempo: dia, semana, mês, ano etc. A eternidade, no entanto não é uma medição, pois não tem início e fim.

Nossos sentidos são limitados. Nossa visão tem um alcance limitado, nossa audição também etc. Da mesma maneira nossa capacidade de entendimento.

Aliás, há uma doutrina filosófica, o Agnosticismo, segundo a qual é impossível ao ser humano a compreensão de que Deus existe, entender o propósito da vida, o fim reservado para os seres vivos, já que não há como comprovar cientificamente. Como não podemos provar cientificamente a eternidade, vamos nos valer de alguns conhecimentos científicos atuais e da religião, para fazermos uma inferência da sua realidade.

Quanto à ciência, há a teoria do Big Bang, a qual atribui a existência de toda matéria e o espaço e tempo a um estado inicial infinitesimal que é chamado de Big Bang. Essa noção foi inicialmente levantada pelo astrônomo belga George Lemaitre como solução para as equações da Relatividade Geral de Einsten, adquirindo intensa aceitação após a descoberta da radiação cósmica de fundo de micro ondas em 1964 ( Astronomia – capítulo 90 – Big Bang, editor François Fressin, 2018, Publifolha Editora Ltda).

Vem então a pergunta: o que existia antes ? Os astrônomos atualmente não têm a menor idéia e qualquer explicação sólida ( idem ).

Mas deve ter havido, pois qual a origem do ato ou da força que provocou. o Big Bang? No Evangelho de São João 17,24 consta a solicitação de Jesus Cristo “ Pai, quero que onde eu estou esteja comigo aqueles que me destes para que vejam a minha glória que me concedestes porque me amastes antes da criação do mundo”.

Ora, se antes da criação do mundo, é porque algo já existia antes do Big Bang. Em outro texto bíblico, Efésios de São Paulo 1,4 lemos : “ Ele nos escolheu em Cristo antes da criação do...mundo”. Novamente a expressão “antes da criação do mundo”.

Na época da proclamação dos Santos Evangelhos não existia a teoria do Big Bang ou outras sobre a origem do universo. Terá sido o Big Bang o resultado da ordem de Deus quando Ele disse “ Faça-se a luz”? ( Genesis, Livro do Pentateuco, Testamento ).

Considerando as citações bíblicas “ antes da criação do mundo” e a do Gênesis, acredito firmemente que esses escritos são uma inspiração divina, antecipando-se a qualquer teoria científica.

Então, na ausência de explicação científica desse anterior, a menção bíblica de uma existência precedente ao Big Bang, antecipando-se a qualquer teoria científica, os escritos bíblicos são realmente uma inspiração divina e nos leva a tomar por verdadeiras as palavras da Bíblia e crer no algo anterior ao mundo.

Que é esse algo? Lógico, é o criador de todas as coisas : Deus. E se Deus tiver um fim vem as indagações: para que então criou o mundo? Seu fim será o fim do universo, dos tempos?

Não tem sentido, Deus, o criador do mundo e de todas as coisas morrer junto com sua própria criação. E se assim for, quem ou o que o matará? Quaisquer dessas alternativas requer um ente criador. E se este teve um antecedente, qual a sua origem? Se continuarmos nessa regressão sucessiva de quem criou quem, estaremos raciocinando em círculo e terminaremos em Deus.

Assim Deus é eterno. Ele não tem início nem fim. Conclusão: Deus é a própria Eternidade. As reflexões sobre a eternidade são infindáveis, tanto quanto ela, a eternidade.

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