• José Anchieta Dantas

REFLEXÕES V O ESPAÇO

1. Definição O espaço tem muitas definições como um vocábulo. Pelo léxico, conjunto de palavras que constituem uma língua, temos conforme o Pequeno Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: distância entre dois pontos ou duas linhas; uma extensão limitada em duas ou três dimensões; o vazio ocupado pelo sistema solar, galáxias : o Universo; um intervalo de tempo etc. Mas nos diversos sentidos acima o espaço é o vazio ocupado por alguma matéria, duração - como um intervalo de tempo – ou figura, é delimitado, tem limites. O espaço ocupado e o não preenchido é um total que vamos denominar simplesmente de espaço. O ocupado contém o Universo – o conjunto de galáxias planetas e estrelas – o restante é o vazio, o nada. 2. O que entendemos O espaço não é material. No nosso entender é uma ideia, um pensamento , logo não tem limites, forma ou contornos, é imaterial. Mas se é uma ideia, um pensamento e estes são próprios do ser humano, com a extinção da humanidade no fim do Universo ele se acaba? O que se extingue é a matéria e tudo o que lhe é próprio. Resta o vazio o nada, este agora incluindo o que era antes ocupado pela matéria. 3. Na religião No livro do Gênesis 1 A Criação consta: “ No princípio Deus criou o céu e a terra......”. Assim Deus ocupou uma parte desse vazio. 4. Na ciência Os cientistas já concluíram que o espaço continua indefinidamente, como já foi constatado por instrumentos modernos, os quais permitem vasculhar as suas profundezas ( Stephen Hawking, O Universo numa Casca de Noz, capítulo 3, O Universo Numa Casca de Noz, edição digital ). 5. A ocupação Esse espaço é o vazio e o ocupado. Este formando o conjunto das galáxias;: e as estrelas e planetas um subconjunto do conjunto daquelas. 6. Dimensão Mas qual o tamanho do Universo? Não sabemos. Será que é infindável como o espaço? Acredito que não. Ele continua se expandindo e, um dia, devido á força da gravidade se contrairá, conforme comentamos em Reflexões III. Logo não é infindável. No entanto, o volume do Universo, é de uma grandeza tal que não cabe em nossas mentes. Vejamos os números a seguir. 7. Alguns Números A galáxia que habitamos, à qual pertence a Terra, faz parte de bilhões de outras, cada com bilhões de estrelas. Tem 100 mil anos luz de uma ponta à outra. E atente para a velocidade da luz de 300km/segundo e que orbita em torno do centro cerca de uma vez a cada várias centenas de milhões de anos ( Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capitulo 3, O Universo em Expansão ). No caso do objeto mais distante que já vimos, uma luz partiu há cerca de oito bilhões de anos. Assim quando olharmos para o Universo nós a vimos como era no passado ( Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capitulo 2, Espaço e Tempo, edição digital ). 8. Duração O espaço, como já comentamos acima, não será extinto com o colápso do Universo. Quando São Tomás de Aquino afirmou que o tempo era uma propriedade do Universo criado por Deus e não existia antes dele ( Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capítulo 1, Nossa Imagem do Universo, edição digital ) referiu-se ao tempo que nós consideramos: dias, semanas, meses etc. Da mesma maneira, o fim do espaço-tempo, ao qual Einstein diz que será extinto no fim da singularidade do Big Bang, significa que é o término da relação espaço-tempo e não do espaço. Este, quando da extinção do Universo, torna-se o vazio, o nada. 9. Limitação Mas, por que Deus não limitou o espaço ( o vazio mais o ocupado) ao tamanho do Universo? O Universo está em expansão, conforme comentamos em Reflexões III O Fim do Universo. Essa ampliação é necessária para evitar que a força gravitacional atraia as galáxias e elas caiam umas sobre as outras. Por isso é que Deus não limitou o espaço exatamente ao tamanho do Universo senão ele, o Universo, seria estático ( a teoria do Universo estático já foi abandonada pelos cientistas ). Se estático não se sustentaria devido à atração da gravidade. Mas limitou a expansão. Esta foi devido ao impacto da explosão, o Big Bang, que impulsionou estilhaços para cima, as galáxias : conjunto de estrelas e planetas. Só terminará essa ampliação, quando a força gravitacional superar a velocidade desse alargamento. Após, deve restar o ajuntamento desses estilhaços, os quais, acredito, devem desaparecer, pois a matéria se extingue com o fim do Universo. Mas só Deus sabe. 10. Ocupação, conforme a Religião O que diz os Santos Evangelhos a respeito da ocupação desse vazio, após a destruição do Universo? O Apocalipse de São João, 21 – Os Novos Céus e a Nova Terra descreve, detalhadamente, o que acontecerá após o fim do Universo. É essa nova Terra e a Nova Jerusalém, acredito, que ocuparão parte desse vazio, substituindo o atual Universo. Serão formadas com o ajuntamento dos estilhaços acima referido? Será que é a ressurreição do Universo assim como nós ressuscitamos? 11. Fantasias, lendas ? Mas os Novos Céus e a Nova Terra são fantasias, lendas? Nas Reflexões anteriores vimos as antecipações das Santas Escrituras às teorias científicas, muitos séculos antes destas, assim por que não acreditar na Bíblia? As suas predições nos dão garantia da veracidade de seus escritos, os quais são a palavra de Deus. E esta não é teoria, especulação ou fantasia; é a verdade, a garantia desses acontecimentos futuros. 12. Mais Eternidade. Em Reflexões II A Eternidade, mostramos a existência da eternidade, como sendo o próprio Deus que é eterno. Agora apresentamos mais uma evidência dessa realidade : o que virá depois do fim do Universo : a Nova Terra e a nova Jerusalém, acima descritas no Apocalipse de São João. Logo, há uma continuação infindável, eterna: do antes do Big Bang, do depois e o após o colápso do Universo. 13. Resistência científica à Religião Até quando a ciência vai continuar ignorando as predições bíblicas? Se é que algum dia vai as reconhecer. Até quando vai continuar na cômoda posição dos agnósticos de não considerar o que é impossível comprovar cientificamente como a existência de Deus, o sentido da vida, a origem e o destino dos seres? Com certeza se lessem a Bíblia, pelo menos aquelas passagens das previsões desse Sagrado livro, as quais os cientistas, só muitos séculos depois, pensaram que as estavam descobrindo, estavam oferecendo ao mundo conhecimento em primeira mão, mudariam de ideia. Ou talvez se lessem as Cinco Vias da Prova da Existência de Deus, de São Tomás de Aquino, mencionadas em Reflexões I.

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