• José Anchieta Dantas

REFLEXÕES VI O IIINFINITAMENTE PEQUENO E O INFINITAMENTE GRANDE.



1) Números excessivamente pequenos


A luz invisível tem comprimento de onda entre 40 e 80 milionésimo de centímetros ( Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking, capítulo 2, Espaço e Tempo, edição digital).


O metro é definido como a distância percorrida pela luz em 0,000000003335640952 segundos, conforme medido em um relógio de cesimo ( idem).


Esses números tão pequenos, ínfimos, nos levam a pensar se existe o infinitamente pequeno.


A luz surgiu no Universo com o Big Bang, quando Deus ordenou o “ Faça-se a luz”, conforme já comentado em Reflexões III.


Portanto teve um início e terá um fim com o colápso do Universo. Não é eterna. Logo essa luz não tem o infinitamente pequeno.


O que é imaterial, como o tempo, o nosso pensamento, o nosso entendimento ou os nossos sentidos têm um começo: quando começamos qualquer ação que os acionem. E têm um fim quando encerramos essa ação, portanto não são infinitamente pequenos.


Como o Universo teve um início e terá um fim ( Reflexões III), nada situado nele é infinitamente pequeno.


Mas se não há o infinitamente pequeno no Universo há o mínimo. Esse mínimo é o que deu origem ao Universo, quando Deus ordenou o Faça-se a luz e criou todas as coisas.


2) Números excessivamente grandes.


Há algo em torno de 1 seguido de 85 zeros de partículas no Universo observável ( Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capítulo 8, edição digital).


1 seguido de 24 zeros de quilômetros é o tamanho observável do Universo ( Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capítulo 1, Nossa Imagem do Tempo, edição digital).


No caso do objeto mais distante que já vimos, uma luz partiu há cerca de oito bilhões de anos.


Assim, quando olharmos para o Universo, nós o vimos como ele era no passado (Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo, capitulo 2, Espaço e Tempo, edição digital ).


Moramos em uma galáxia com cerca de cem mil anos luz de uma ponta a outra.


As estrelas nos braços espirais da nossa galáxia orbitam em torno do centro cerca de uma vez a cada várias centenas de milhões de anos.


Diante de elevadíssimos números vem a pergunta : há o infinitamente grande?


Não. Todos os sólidos têm contornos, logo não possuem o infinitamente grande nem o infinitamente pequeno e o que quer que seja pertencente ao Universo, pois este também terá o seu fim ( Reflexões III ).


3) Na Matemática


A matemática nos mostra situações do infinitamente pequeno e infinitamente grande.


Vejamos a série decrescente :

1/10 : 1/100 : 1/1000.............ou seja formada mediante a multiplicação sucessiva do termo anterior por 1/10 indefinidamente ( progressão geométrica decrescente infinita ). Tende para zero sem nunca alcançá-lo. É o infinitamente pequeno.


Vejamos agora a seguinte série :

1: 10: 100: 1000.......... formada mediante a multiplicação do termo anterior por 10 indefinidamente ( progressão geométrica crescente infinita).


Assim, podemos chegar a um número tão grande quanto se queira. É o infinitamente grande.


Essa demonstração numérica do infinitamente pequeno e do infinitamente grande não contradiz o que já dissertamos sobre o assunto?


Não. Porque a Matemática é eterna. Ela está na eternidade. Pois na eternidade existe números. E estes não têm início nem fim, como já vimos.


O que foi criado pela humanidade foi a forma de expressa-los : em algarismos romanos, arábicos ou outros símbolos.


4) Números na eternidade


A questão agora é: os números continuam após o fim do Universo?


No Apocalipse de São João II O Futuro, 4,4 – lemos: “Ao redor do trono havia outros vinte e quatro tronos.......” em 4,5: “ Sete lâmpadas de fogo ardiam diante do trono.”


Em 5,1 “.... um livro escrito por dentro e por fora, selados com sete selos.”

Outros exemplos numéricos vamos encontrar.


Como vemos, existe a quantidade, números, no Céu, portanto a matemática.


Esta continua após o fim do Universo. Será a Matemática a lógica de Deus?


Logo podemos imaginar o infinitamente pequeno e o infinitamente grande na eternidade, pois esta é uma duração sem início e sem fim.


5) Mais sobre a Eternidade


Em Reflexões IV , representei a eternidade como uma reta ( figura geométrica retilínea contínua sem início e fim ).


Em cada segmento dessa reta podemos imaginar como sendo uma realização da sequência dos planos de Deus.


Pois na eternidade não existem dias, semanas etc, e sim uma sequência de desígnios de Deus.

É como imagino o tempo sem início e fim.


6) Desígnios de Deus


Terminado o Universo se completam os desígnios de Deus?


Esses desígnios se resumem em uma sequência de atos para resgatar a humanidade deste vale de lágrimas?


O Apocalipse 21 de São João descreve novo Céu e a nova Terra, a nova Jerusalém após o fim do Universo ( Reflexões V ).


Esse fato nos leva a acreditar na continuidade dos desígnios de Deus.


Logo os planos de Deus continuam por toda a eternidade. Com o fim do Universo finda apenas o seu projeto para o atual mundo.

Após o término desse projeto outros serão os desígnios de Deus.


E antes desse plano Divino da criação do Universitário outras vontades de Deus existiram. São inalcançáveis pelo nosso limitadíssimo entendimento.









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